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Presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública: "Nunca houve carta branca" a Moro


Presidente do FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública) e considerado uma das maiores autoridades brasileiras na área, o sociólogo Renato Sérgio de Lima avalia que Sergio Moro deixa o Ministério da Justiça sem um legado positivo para o país.

Apesar de Moro ter adotado postura de antagonismo ante o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em sua saída, o sociólogo diz acreditar que as amarras e concessões feitas pelo ex-juiz da Operação Lava Jato em seu período no governo mostram que ele nunca ocupou de fato o posto de superministro. "Nunca houve carta branca nenhuma", analisou Lima em entrevista ao UOL. 

Para o presidente do FBSP, Moro desperdiçou seu capital político ao não investir em uma mudança estrutural no sistema de justiça e segurança pública logo no início de sua gestão, e viu sua imagem de arauto do combate à corrupção ser arranhada pela permanência em um governo que ataca mecanismos de transparência e controle social.

Interferência na PF e impacto da demissão

Lima afirma que a PF não irá aceitar um novo diretor que seja visto como interferência de Bolsonaro na corporação. Na sua avaliação, o fato de Moro deixar o cargo atirando forçará o presidente a indicar um nome menos alinhado a seus interesses do que pretendia inicialmente. 

"O que Moro tentou fazer foi evitar a escolha de um dos dois, tanto Ramagem quanto Anderson, e tentar forçar uma escolha de um nome que não tenha tanto a cara da família Bolsonaro."

Para o presidente do FBSP, a PF pode resistir a um comando considerado a serviço do Palácio do Planalto.

"A Polícia Federal tem a característica de ser muito ciosa de seu espaço. Não necessariamente vai se rebelar, mas pode dificultar o trabalho." 

Legado "tímido" na segurança e acertos 

Lima destaca contudo que Moro teve acertos ao reposicionar a PF em relação ao crime organizado e no combate à organização criminosa PCC. 

"Tem algumas medidas interessantes, como a aceleração da venda de ativos apreendidos pelo Fundo Nacional Antidrogas. O programa Em Frente Brasil [que escolheu cinco cidades como modelo para ações de redução da violência], que é uma ideia boa, ficou em nível piloto e não conseguiu ser implantado 100%", pondera. 

O ministro tentou sistematicamente capitalizar a queda nos índices de criminalidade durante sua gestão — os homicídios caíram 19% em 2019, segundo estimativas do próprio ministério. Lima afirma que as ações da pasta pouco contribuíram para essa redução, que já havia ocorrido em patamar similar em 2018. 

"Moro teve a sorte de estar no lugar certo na hora certa, que foi exatamente o momento em que os crimes começam a cair de forma significativa. Mas, na prática, não tivemos absolutamente nenhum projeto estruturante que avançou. Começou com o governo flexibilizando o porte e a posse de armas de fogo e munição. Tivemos o projeto anticrime que demorou muito a ser aprovado, então teve pouco impacto na vida real e é muito diferente do que foi proposto por ele", avalia.

Fonte: Site UOL

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